
A versatilidade de Fucile em campo permite-lhe jogar nas duas laterais defensivas, pelo que Danilo e Alex Sandro serão dois concorrentes diretos na luta pela titularidade. Mas o uruguaio encara a situação com naturalidade, confiante de que a paragem de quase um ano não terá influência e que a pré-temporada lhe permitirá começar ao mesmo nível dos dois brasileiros.
“A concorrência não me assusta. Num clube como o FC Porto é normal que ela seja de nível. Sei que todos vão trabalhar com o mesmo objetivo, que vão dar o máximo para ganhar um lugar, porque vão querer jogar. Mas essa pressão de querer jogar é normal. Alex Sandro e Danilo são grandes jogadores, mas sei que também são pessoas com bom coração e que me vão ajudar se eu precisar, porque só seremos campeões se nos ajudarmos mutuamente”, frisou ao jornal O JOGO.
No meio de tanta ansiedade por regressar aos relvados, Fucile não esquece os momentos proporcionados pelos jogos no Dragão.
“Quero voltar a sentir aqueles cânticos quando entrar em campo. Quando isso acontecer vou voltar a ter energia no corpo, porque o carinho deles também me tem feito falta. Vai motivar-me ainda mais. Mas é ótimo poder regressar a este clube que tenho no coração e podem contar com um Fucile que vai entrar com tudo, vai dar tudo e vai demonstrar que é um guerreiro, porque também tenho muita fome de títulos. Sei que neste clube é possível ganhar títulos e quero contribuir para isso”, comentou.
Escusando-se a abordar os problemas que o levaram a ser dispensado por Vítor Pereira em 2011, Fucile, de 28 anos, garantiu que não sentiria qualquer constrangimento em prolongar a sua carreira no clube depois do ano de contrato que ainda tem.
“Claro que estaria disponível para renovar, mas essas coisas dependem muito do contexto. Sempre tive uma boa relação com todos, com os dirigentes, com o Antero Henrique e o presidente. Estou-lhes grato por me permitirem voltar a jogar neste clube”, confessou.